O
maior problema de todo o âmbito intelectual dos pensadores modernos, em
suas tentativas de provar ou refutar Deus ou conceitos teológicos,
consiste no fato que toda a asserção logicamente dedutiva que fazem é
por si só de âmbito contingente, limitado e apenas circunstancial.
Esse é o problema de todo o sistema filosófico em si: suas conclusões não parecem nem totalmente reais nem totalmente irreais, mas tão somente uma contingência que pode ser reforçada ou quebrada segundo uma míriada de pontos de vista diferentes.
De fato, o mais seguro seria afirmar que toda e qualquer tentativa de criar um sistema filosófico está fadada ao fracasso, quando a linguagem é o maior obstáculo na suposta relação deste sistema com a realidade em torno dele.
Assim, nenhum argumento filosófico jamais vai "provar" a existência de Deus, senão fornecer-nos com talvez um número suficiente de evidências puramente circunstanciais que nos oferecem um motivo e um assento para crer.
Nenhum sistema metafísico qua filosófico se assenta em nada mais que fundações puramente circunstanciais, e mormemente, relativas a ponto de vista, linguagem, orientação, e assim por diante. É impossível argumentar que existe uma base completamente racional para os nossos atos, ou para a existência, ou que a ciência desta base seja compreensível de qualquer forma segundo os métodos dedutivos que temos. Com isso, e complementando que a metolodogia cientificista jamais vai ter escopo suficiente para distinguir questões filosóficas, não há uma maneira segura de o homem discernir o verdadeiro do falso que não esteja sujeita a fatores puramente pessoais.
Isso em si serve para enterrar não apenas os defensores do cientificismo e do racionalismo, como também aqueles que acreditam piamente nos moldes de uma metafísica ou de uma cosmologia puramente teórica que pode ser extrapolada dedutivamente em bases puramente abstratas, justificando conceitos puramente reificados como "essência", "substância" e assim por diante. Tais coisas não passam de meros nomes, e sua realidade é diretamente proporcional somente àquilo que nos é conferido pela nossa própria percepção individual, somente.
O racionalismo, em si, é fruto da Metafísica. Mas quando essa metafísica se quebra, com o que ficamos? Apenas com pontos de vista individuais. Isso sumariza 99% dos debates que vemos sobre esses assuntos. Se a Razão fosse tão potente, ela não seria tão fragmentada, mas de fato ela não o é. Como não existe síntese racional adequada para a nossa compreensão, não podemos falar que o homem tem um conhecimento adequado de mais do que um sem número de factóides mal arranjados, sem organização ou propósito superior que os defina além de sua existência nua e crua. Isso está na raiz do problema da dessacralização do mundo: o número de fatos que descobrimos de maneira alguma nos leva a conclusões superiores sobre seu telos ou sua função intelectual, nos deixando um vazio claro na nossa busca pelo pleno sentido das coisas. À nossa intelectualidade caída, resta apenas contar pedrinhas, sem saber distinguir o Bem do Mal, ou aquilo que é verdadeiramente fundamental mas que perpetuamente ilude o intelecto decaído.
Esse é o problema de todo o sistema filosófico em si: suas conclusões não parecem nem totalmente reais nem totalmente irreais, mas tão somente uma contingência que pode ser reforçada ou quebrada segundo uma míriada de pontos de vista diferentes.
De fato, o mais seguro seria afirmar que toda e qualquer tentativa de criar um sistema filosófico está fadada ao fracasso, quando a linguagem é o maior obstáculo na suposta relação deste sistema com a realidade em torno dele.
Assim, nenhum argumento filosófico jamais vai "provar" a existência de Deus, senão fornecer-nos com talvez um número suficiente de evidências puramente circunstanciais que nos oferecem um motivo e um assento para crer.
Nenhum sistema metafísico qua filosófico se assenta em nada mais que fundações puramente circunstanciais, e mormemente, relativas a ponto de vista, linguagem, orientação, e assim por diante. É impossível argumentar que existe uma base completamente racional para os nossos atos, ou para a existência, ou que a ciência desta base seja compreensível de qualquer forma segundo os métodos dedutivos que temos. Com isso, e complementando que a metolodogia cientificista jamais vai ter escopo suficiente para distinguir questões filosóficas, não há uma maneira segura de o homem discernir o verdadeiro do falso que não esteja sujeita a fatores puramente pessoais.
Isso em si serve para enterrar não apenas os defensores do cientificismo e do racionalismo, como também aqueles que acreditam piamente nos moldes de uma metafísica ou de uma cosmologia puramente teórica que pode ser extrapolada dedutivamente em bases puramente abstratas, justificando conceitos puramente reificados como "essência", "substância" e assim por diante. Tais coisas não passam de meros nomes, e sua realidade é diretamente proporcional somente àquilo que nos é conferido pela nossa própria percepção individual, somente.
O racionalismo, em si, é fruto da Metafísica. Mas quando essa metafísica se quebra, com o que ficamos? Apenas com pontos de vista individuais. Isso sumariza 99% dos debates que vemos sobre esses assuntos. Se a Razão fosse tão potente, ela não seria tão fragmentada, mas de fato ela não o é. Como não existe síntese racional adequada para a nossa compreensão, não podemos falar que o homem tem um conhecimento adequado de mais do que um sem número de factóides mal arranjados, sem organização ou propósito superior que os defina além de sua existência nua e crua. Isso está na raiz do problema da dessacralização do mundo: o número de fatos que descobrimos de maneira alguma nos leva a conclusões superiores sobre seu telos ou sua função intelectual, nos deixando um vazio claro na nossa busca pelo pleno sentido das coisas. À nossa intelectualidade caída, resta apenas contar pedrinhas, sem saber distinguir o Bem do Mal, ou aquilo que é verdadeiramente fundamental mas que perpetuamente ilude o intelecto decaído.
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