Estive organizando umas discussões interessantes com colegas próximos sobre a espiritualidade do Oriente. Nós nos introduzimos a muitos catecismos interessantes na arte Alquímica, mais especificamente, a “Alquimia Filosófica”, a alquimia do espírito e não a Química primitiva vulgar que frequentemente recebe esta denominação.
O assunto principal revolve sobre tratados alquímicos, principalmente aqueles de J. Evola e do padre Pernetty. Assim como eu contei ao meu amigo, Soma Vira, a Tradição Hermética é um guia bem detalhado sobre operações alquímicas.
Ele começa, como sempre, fazendo-nos focar nos horizontes amplos de uma era deveras antiga. Apresentando-nos sua interpretação histórica e metahistórica totalmente não-ortodoxa, ao menos para nós modernos, ele diz que houve uma INVOLUÇÃO progressiva, ao contrário de uma EVOLUÇÃO, das faculdades e da estrutura do ser humano desde tempos remotos e pré-históricos.
Um dos exemplos supracitados mais claros se trata da intuição dos princípios espirituais das coisas. A visão dualista moderna das coisas, ele nos diz, é um fenômeno recente. E o homem em tempos mais antigos conseguia intuir diretamente a PRIMA MATERIA aristotélica, ou a Purusa, a matéria-
“prima” ou primeira além do mundo corporal que podemos vulgarmente perceber pelos sentidos.
“prima” ou primeira além do mundo corporal que podemos vulgarmente perceber pelos sentidos.
Com o tempo, a perda dessas faculdades intuitivas levou-nos ao uso de uma série de termos misteriosos pelos próprios alquimistas, que começaram a citar de maneira bem críptica substâncias como “NOSSO FOGO”, ou “NOSSA ÁGUA”, e assim por diante, em oposição ao fogo, água, etc… materiais da percepção vulgar. Esse é o ponto principal de estudo da Alquimia.
Para uma visão geral bem ampla do que estamos discutindo, verificamos o seguinte trecho esclarecedor:
“Tanto a Samkhya quanto a Yoga são escolas do ‘Hinduísmo’ que argumentam que há duas realidades fundamentais cuja interação principal é responsável por todas as experiências e universo – Prakriti (matéria) e Purusa (espírito). Em outras palavras, o universo é concebido como uma combinação clara entre a realidade material perceptível e princípios e leis da natureza não materiais e não-perceptíveis. A realidade material, ou Prakriti, é tudo o que está sujeito a alteração e a relações de causa e efeito. O princípio universal, ou Purusa, constitui tudo aquilo que não está sujeito a mudança ou condicionamento”
(Retirado de www.wikipedia.org)
A alquimia dita “filosófica”, presente em livros escritos há muito tempo atrás, como o “Hermetic Triumph”, “Teatrum Chemicum Britannicum”, por alquimistas árabes e helenistas, e assim por diante, assim preocupa-se primariamente em encontrar esta Purusa, e não é uma simples química primitiva.
Em breve veremos mais análises minhas sobre o assunto.