Na petrificação do
mundo espiritual criada pelos sensos corpóreos, na quebra de
contatos, na percepção condicionada pela lei dualista que força a
separação entre “Eu” e “Não-Eu” (a qual já declaramos,
constitui o principal obstáculo para a compreensão moderna das
ciências tradicionais), é o poder do Sal em plena operação. Mas
Sal, Corpo, Pedra e Terra, no aspecto do simbolismo hermético alvo
da nossa discussão, são equivalentes. Pois então, o poder da Terra
no homem é aquilo que, via o corpo físico, impõe a visão
materialista do mundo.
Disso, segue um
ponto essencial: o homem comum não conhece os outros Três Elementos
– Água, Ar e Fogo – da forma como eles realmente o são, pois o
homem comum conhece apenas o que esses Elementos representam quando
se manifestam via o elemento Terrestre – ou seja, quando se fazem
claros pelos processos de percepção corpórea.
Água, Ar, Fogo são
então em sua forma mais conhecida (ou seja, como estados da matéria
física), nada mais do que meras correspondências – ou como
podemos argumentar – tangíveis simbólicos que representam os
verdadeiros elementos denominados “vivos” pelos mestres
herméticos.
Cf. De Pharmaco
Catholico: “os filósofos, quando falam da Terra, com isso
significam apenas o corpo, e pelo corpo, denotam nada mais que o
Sal”;
- Julius Evola