A realização de que o esoterismo, como via, é a função máxima de todo o
ser humano foi algo que me veio à tona somente aos poucos.
Em um dos meus excertos sobre a natureza da realidade e da metafísica, apresentei meus argumentos sobre o que constitui conhecimento, o que é a realidade e qual o papel e função do homem moderno dentro disto tudo.
Desde minhas leituras de Heidegger, até minha idealização mais profunda sobre o assunto, diante de um emaranhado confuso de especulações ontológicas de todo o tipo, uma coisa sempre destoou: o irrealismo fundamental que o homem moderno, supostamente o homem mais racional e correto da história conhecida, apresenta como sua ciência fundamental.
A metafísica sempre se apresentou, desde os tempos do discípulo aristotélico Andrônico de Rodes, como uma espécie de “filosofia primeira”, a basal que daria a fundação central a todos os elementos do Saber humano, ou seja a ciência do Ser, a ciência do Real.
Porém, há uma problemática total sobre esta visão, que já expus em outros lugares. E que não deixarei de reiterar aqui.
Não só a ciência supostamente mais basal e fundamental tem se fragmentado, ela tem sido completamente ignorada e desprezada pelos modernos.
O homem moderno, preso em suas aplicações industriais do conhecimento, já não tem noção do que é aquilo que serve de mais fundamental para o conhecimento dele, aquilo que supostamente valida toda a pretensa superioridade de sua racionalidade totalizante, e do conhecimento da nossa época.
E qual o motivo disto?
Já em Heidegger, assim como em Nietzsche, detectamos que a tendência principal da nossa ciência do Ser consiste no chamado movimento da subjetividade.
Ou seja, para resumir aquilo que uma autoridade bem versada no assunto te diria, a compreensão moderna do cosmo é fundamentalmente irreal, subjetiva, quase um sonho. O sonho da consciência egoica pensante, que se expande indefinidamente, buscando apenas o controle total das coisas.
Existe, então, metafísica? A resposta é não. O real é racional, o racional é real, e tudo age segundo leis ontológicas totalmente racionais e previsíveis?
Não.
Pelo contrário, este tipo de concepção somente se cimenta na psique humana num período bem tardio, não antes do Iluminismo e do idealismo germânico, de fato.
Cai por terra, então, o fundamento moderno do nosso conhecimento das coisas como sendo algo totalmente relativo. Vemos então que o homem moderno é o homem, que buscando uma emancipação completa dos mitos na racionalização total do Cosmo, acaba por cair em mais uma série de mitos e na bagunça das próprias projeções psíquicas. Ou seja, é este o homem que, visando a objetividade em tudo, termina por resvalar no poço da mais profunda subjetividade, cavando esse poço duma forma mais profunda que o homem arcaico, “tradicional”, com suas mitologias aparentemente simplórias sobre o cosmo, jamais sonhou em alcançar.
Diante desta realidade, qual a tarefa do legítimo buscador de conhecimento? Acordar, pois, e fugir do poço, já que há um Sol lá em cima.
A estruturação da filosofia primeira, em seus maiores expoentes, mormente a escola peripatética, sempre buscou dentro das abstrações metafísicas a essência das coisas. Ou seja, a sua presença.
Esse é o erro em que caem aqueles que buscam fundamentar a fé na razão, sem ter noção que essas abstrações não passam disso: de meras abstrações, algo condicionado e limitado à mente.
Sendo assim, depois deste questionamento profundo, podemos novamente nos questionar: o que é o Ser? Veremos que esta pergunta, lançada desde os princípios da filosofia humana, continua até hoje sem resposta.
O homem moderno, então, não tem a mínima ideia daquilo que constitui a natureza do cosmo. Essa é a realização primária mais fundamental.
Àqueles que buscam cruzar as águas deste cosmo confuso e ilusório, e sair da agnosia, nada resta além do Caminho.
Em um dos meus excertos sobre a natureza da realidade e da metafísica, apresentei meus argumentos sobre o que constitui conhecimento, o que é a realidade e qual o papel e função do homem moderno dentro disto tudo.
Desde minhas leituras de Heidegger, até minha idealização mais profunda sobre o assunto, diante de um emaranhado confuso de especulações ontológicas de todo o tipo, uma coisa sempre destoou: o irrealismo fundamental que o homem moderno, supostamente o homem mais racional e correto da história conhecida, apresenta como sua ciência fundamental.
A metafísica sempre se apresentou, desde os tempos do discípulo aristotélico Andrônico de Rodes, como uma espécie de “filosofia primeira”, a basal que daria a fundação central a todos os elementos do Saber humano, ou seja a ciência do Ser, a ciência do Real.
Porém, há uma problemática total sobre esta visão, que já expus em outros lugares. E que não deixarei de reiterar aqui.
Não só a ciência supostamente mais basal e fundamental tem se fragmentado, ela tem sido completamente ignorada e desprezada pelos modernos.
O homem moderno, preso em suas aplicações industriais do conhecimento, já não tem noção do que é aquilo que serve de mais fundamental para o conhecimento dele, aquilo que supostamente valida toda a pretensa superioridade de sua racionalidade totalizante, e do conhecimento da nossa época.
E qual o motivo disto?
Já em Heidegger, assim como em Nietzsche, detectamos que a tendência principal da nossa ciência do Ser consiste no chamado movimento da subjetividade.
Ou seja, para resumir aquilo que uma autoridade bem versada no assunto te diria, a compreensão moderna do cosmo é fundamentalmente irreal, subjetiva, quase um sonho. O sonho da consciência egoica pensante, que se expande indefinidamente, buscando apenas o controle total das coisas.
Existe, então, metafísica? A resposta é não. O real é racional, o racional é real, e tudo age segundo leis ontológicas totalmente racionais e previsíveis?
Não.
Pelo contrário, este tipo de concepção somente se cimenta na psique humana num período bem tardio, não antes do Iluminismo e do idealismo germânico, de fato.
Cai por terra, então, o fundamento moderno do nosso conhecimento das coisas como sendo algo totalmente relativo. Vemos então que o homem moderno é o homem, que buscando uma emancipação completa dos mitos na racionalização total do Cosmo, acaba por cair em mais uma série de mitos e na bagunça das próprias projeções psíquicas. Ou seja, é este o homem que, visando a objetividade em tudo, termina por resvalar no poço da mais profunda subjetividade, cavando esse poço duma forma mais profunda que o homem arcaico, “tradicional”, com suas mitologias aparentemente simplórias sobre o cosmo, jamais sonhou em alcançar.
Diante desta realidade, qual a tarefa do legítimo buscador de conhecimento? Acordar, pois, e fugir do poço, já que há um Sol lá em cima.
A estruturação da filosofia primeira, em seus maiores expoentes, mormente a escola peripatética, sempre buscou dentro das abstrações metafísicas a essência das coisas. Ou seja, a sua presença.
Esse é o erro em que caem aqueles que buscam fundamentar a fé na razão, sem ter noção que essas abstrações não passam disso: de meras abstrações, algo condicionado e limitado à mente.
Sendo assim, depois deste questionamento profundo, podemos novamente nos questionar: o que é o Ser? Veremos que esta pergunta, lançada desde os princípios da filosofia humana, continua até hoje sem resposta.
O homem moderno, então, não tem a mínima ideia daquilo que constitui a natureza do cosmo. Essa é a realização primária mais fundamental.
Àqueles que buscam cruzar as águas deste cosmo confuso e ilusório, e sair da agnosia, nada resta além do Caminho.
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