Nem Platão, nem o Estagírita o usam. Vemos então que o termo passa apenas a ter uso quando Andrônico de Rodes, fazendo a coletânea completa de Aristóteles, tem alguns livros que não podem ser classificados como sendo da "Física". Ele então passa a nomeá-los como "Ta Meta Ta Physika", ou seja "Aqueles que Vem Depois da Física".
Só depois que o termo aglutinado cola como "Meta-physis", ou seja, uma ciência em si.
Vale a pena lembrar que nada do que os autores perenialistas, ou quase nada, considera como realidade supra-racional pode ser classificado como "metafísico".
Aliás não existe esse termo na maioria das religiões orientais. Guénon o usou de forma equivocada, podendo ter elaborado um termo melhor. Já em tratados originais, esse termo quase não tem nenhum uso, exceto dentro os discípulos árabes de Aristótteles - vis Ibn Rushd.
Platão não usa este termo, com certeza. Nem os pais da Igreja do deserto, tendo este termo adentrado o Cristianismo latino só depois da Escolástica.
Ou seja, a maior parte daquilo que concebemos como sendo "a estrutura fundamental da Realidade", como a base das religiões, e esse tra-lá-lá todo, é na verdade um termo completamente equivocado e um conjunto de especulações abstratas que não leva a nada.
É deste erro, e do aristotelismo de carteirinha ingênuo da civilização ocidental, que vê brotar as confusões e os equívocos do racionalismo moderno.
Vale a pena lembrar que nada do que os autores perenialistas, ou quase nada, considera como realidade supra-racional pode ser classificado como "metafísico".
Aliás não existe esse termo na maioria das religiões orientais. Guénon o usou de forma equivocada, podendo ter elaborado um termo melhor. Já em tratados originais, esse termo quase não tem nenhum uso, exceto dentro os discípulos árabes de Aristótteles - vis Ibn Rushd.
Platão não usa este termo, com certeza. Nem os pais da Igreja do deserto, tendo este termo adentrado o Cristianismo latino só depois da Escolástica.
Ou seja, a maior parte daquilo que concebemos como sendo "a estrutura fundamental da Realidade", como a base das religiões, e esse tra-lá-lá todo, é na verdade um termo completamente equivocado e um conjunto de especulações abstratas que não leva a nada.
É deste erro, e do aristotelismo de carteirinha ingênuo da civilização ocidental, que vê brotar as confusões e os equívocos do racionalismo moderno.
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