quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Na petrificação do mundo espiritual criada pelos sensos corpóreos, na quebra de contatos, na percepção condicionada pela lei dualista que força a separação entre “Eu” e “Não-Eu” (a qual já declaramos, constitui o principal obstáculo para a compreensão moderna das ciências tradicionais), é o poder do Sal em plena operação. Mas Sal, Corpo, Pedra e Terra, no aspecto do simbolismo hermético alvo da nossa discussão, são equivalentes. Pois então, o poder da Terra no homem é aquilo que, via o corpo físico, impõe a visão materialista do mundo.

Disso, segue um ponto essencial: o homem comum não conhece os outros Três Elementos – Água, Ar e Fogo – da forma como eles realmente o são, pois o homem comum conhece apenas o que esses Elementos representam quando se manifestam via o elemento Terrestre – ou seja, quando se fazem claros pelos processos de percepção corpórea.

Água, Ar, Fogo são então em sua forma mais conhecida (ou seja, como estados da matéria física), nada mais do que meras correspondências – ou como podemos argumentar – tangíveis simbólicos que representam os verdadeiros elementos denominados “vivos” pelos mestres herméticos.


Cf. De Pharmaco Catholico: “os filósofos, quando falam da Terra, com isso significam apenas o corpo, e pelo corpo, denotam nada mais que o Sal”;

- Julius Evola  

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