No nosso tempo, destaca-se o esforço de místicos como Dee, Paracelso, Boehme, dentre outros - que usaram a praxis e doutrina herméticas numa tentativa de curar a divisão causada no mundo cristão pela Reforma, e numa tentativa de dar força interior a uma doutrina sem esoterismo, limitada à mera crosta dogmática exterior. Essa tentativa, malgrado o esforço imenso, falhou e gerou a Revolução Científica como refugo de uma visão de mundo que se descristianizava.
O mundo moderno, então, para nós tradicionalistas - deve ser
compreendido primeira e essencialmente como fruto das contradições
internas naturais do Cristianismo. E o fim do mundo moderno, significa
também essencialmente o fim do cadáver sacro da Europa e do
Cristianismo, que já vão embora num momento de niilismo total e
acachapante, no desvelar de uma nova Revelação.
- Rodrigo Sobota
- Rodrigo Sobota
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