terça-feira, 21 de novembro de 2017

As raízes da Filosofia Perene remontam a tempos tão antigos quanto os da Prisca Theologia, do Hermetismo pagão antigo.

No nosso tempo, destaca-se o esforço de místicos como Dee, Paracelso, Boehme, dentre outros - que usaram a praxis e doutrina herméticas numa tentativa de curar a divisão causada no mundo cristão pela Reforma, e numa tentativa de dar força interior a uma doutrina sem esoterismo, limitada à mera crosta dogmática exterior. Essa tentativa, malgrado o esforço imenso, falhou e gerou a Revolução Científica como refugo de uma visão de mundo que se descristianizava. 

O mundo moderno, então, para nós tradicionalistas - deve ser compreendido primeira e essencialmente como fruto das contradições internas naturais do Cristianismo. E o fim do mundo moderno, significa também essencialmente o fim do cadáver sacro da Europa e do Cristianismo, que já vão embora num momento de niilismo total e acachapante, no desvelar de uma nova Revelação.

- Rodrigo Sobota

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